quarta-feira, 29 de junho de 2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bittersweet

Eu lembro de ouvir o Dr. House falando repetidamente, em sei lá quantos episódios... AS PESSOAS NÃO MUDAM!

As vezes ele completava com um SÓ SE TORNAM MAIS DAQUILO QUE SEMPRE FORAM.

Eu concordo. As pessoas não mudam.

Exceto... quando há um trauma.

Acho que é o único jeito.

Eu nunca mais fui a mesma depois dos traumas seguidos que enfrentei.
Ou será que sou a versão pior de quem sempre fui?

Trauma e uma porrada na cabeça... acho que são as formas que chegam mais perto de mudar alguém.

O problema é que nada garante que não seja pra pior.



Decepção não mata

"Eu falo com você quando estiver mais calma"

Ou sei lá, qualquer frase do tipo.

E sumiu....

Já parou pra pensar em como isso soa? É tipo...

"Quando você estiver alegre, fazendo piadas, posso ser seu amigo, na tristeza, estresse... não dá."

OK.


Quando a gente mais precisa de alguém, é de partir o coração quando essa pessoa some.
Te deixa pra superar tudo aquilo que está te destruindo por conta própria.

Eu nem julgo. Livre arbítrio, certo?

Mas eu sempre achei que uma amizade verdadeira faz os votos de casamento sem precisar mencioná-los em voz alta.

"Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza..." 

Eu sei que eu sou divertida, eu sei que eu faço rir, eu sei que eu estive ao lado, de cóccix machucado, ressaca, coração partido e tudo mais.

E fiz por amor. Não, na hora eu não pensei no que receberia em troca.

Talvez eu já tenha recebido.

Mas... quando a minha dor continua... 

O que você pensou?

"Já estamos quites?"

"Você é orgulhosa?"
"Caso perdido?"
"Você me deve desculpas?"
"Você não é personagem principal da minha vida?"


Ok.

Não julgo.

Eu lembro até hoje do "será que ela não tinha tomado os remédios?".

Ok.

Eu sempre espero mais empatia das pessoas. 
Eu sempre quebro a cara.

"fica bem..."

Ok.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Eu ainda estou aqui





Eu nem quero falar das ironias da vida. De tudo tão pesado e obscuro que aconteceu no tempo que estive totalmente ausente desse blog. 
Mas como como vir aqui e postar sobre o que eu estava vivendo? Não dava. Eu vivi, por mais horrível que muitas coisas fossem, intensamente. Não cabia aqui expressar tudo aquilo. Esse blog havia perdido sentido e foi esquecido.

Mas agora, eu, que nem sou mais, nem de longe, a mesma pessoa que escrevia aqui, resolvi voltar. Talvez com posts mais depressivos, menos interessantes, ou talvez não, afinal, eu tenho a arte em fazer graça da desgraça. 
Mas enfim, eu sinto falta de escrever e voltei... ainda que para ninguém ler. Junto com a antiga Nathalia, se foram os meus antigos amigos.

Ultimamente, eu nem sei por em palavras como estou. Foi tanto que aconteceu. O diagnóstico é de estresse pós traumático. E eu, cansada de antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores do humor que só me foderam com seus efeitos colaterais e não me ajudaram em absolutamente nada, no momento não tomo nenhuma medicação.
Talvez eu devesse, mas ainda não encontrei nada que me ajude.
Eu me acostumei, agora que tudo de certa forma passou, à minha nova vida.
Solidão, crises de choro, tentativas sem sucesso de assistir séries e filmes, de ter algum interesse em algo, de rir... como eu sinto falta de rir.
Me acostumei com os sintomas psicossomáticos, como as dores no corpo todo.
Estou lidando com tudo sozinha. Inclusive os pensamentos mais sombrios de ir embora... já que nada me dá prazer.
Às vezes, eu arranco força de mim mesma, sem ajuda de remédio, de apoio de amigos, de porra nenhuma e me foco em estudar. A ideia de uma nova vida, uma nova carreira é o que me segura aqui.
Eu espero voltar. Voltar a ser como era antes não sei se é possível. Não sei nem se quero. Mas voltar a sentir, sentir, sentir, 
A me divertir, a ter esperança de verdade. Acreditar que nem tudo e todos nesse mundo são podres e inconfiáveis.
Hoje eu ando sempre com um pé atrás.
E embora em menos de um mês, três pessoas tenham sugerido que eu me matasse, a verdade, é que nem energia para isso eu tenho. 
Estou dando tempo ao tempo. Espertando certas fichas caírem ou pelo menos eu aceitar de vez que elas caíram e significam aquilo mesmo.
Meu maior medo sempre foi o abandono. Eu fui abandonada por amigos, pela pessoa que eu mais amava e por.... Deus talvez. 
Pelo menos eu me sinto esquecida, sem nenhuma oração meramente atendida.
Mas o que me dói mais, é ter sido deixada por aquele que eu amei incondicionalmente e que quanto mais o tempo passa, mas eu entendo que se trata de alguém que nem sabe o que é amor.
Amor é o maior sentimento que existe. Não sei o que é pior. Machucar esse sentimento ou não tê-lo.
Bom, quem não tem, não sofre. 
Acho que estava equivocada em dizer que não sinto...

É um paradoxo?
Acho que na verdade sinto muito.

Não prazer, esperança, entusiasmo.
Mas desamparo, rejeição, abandono e ressentimentos...
E eu luto contra isso todo dia, pois sei que tudo isso me faz um mal imenso.
Eu me pergunto se fui ao fundo do poço e voltei. Se ainda estou lá. 

Ou se estou, bem devagar e de forma dolorosa, escalando minha saída.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

"Eu já tô maquiada...."


I'm sorry you met me




Im sorry. 

With all the special people in the world you fell in love with me.

 And I was… not nice. 

I was rude, weird, superficial…. 

But the tricky part is… I saw things I didn’t like in me when I looked at you. I was on mania and you remind me of my depressive days.

I thought to myself… people whom rejected me where never too kind about it, why would I feel so guilty about rejecting you? Maybe it was because I liked you… but wouldn’t admit it in no fucking way to myself.

Im sorry you fell in love with me…

Now I know for a fact that im bipolar. I don’t want to use it as an excuse, but… I’m sorry I hurt your feelings

domingo, 27 de abril de 2014

Energia

Não sei se já aconteceu com você que está lendo, mas pelo que vi na internet, já aconteceu com muitas pessoas além de mim: você está passando na rua a noite (no meu caso, cansada e estressada) e a luz do poste apaga assim que você passa por ela. Acho que isso aconteceu comigo pelo menos cinco vezes na vida. Duas, foram em uma mesma semana.

...Eu tentei achar informação sobre lâmpadas caseiras. Muitas vezes quando eu estou furiosa... (acho que essa é a melhor forma de definir), a luz do meu quarto pisca. No momento exato do ápice da minha raiva.

Quando eu era adolescente a lâmpada do meu quarto chegou a queimar num momento de crise. Não tô dizendo que eu sou a Carrie, apesar de ser estranha.

Mas ontem, aconteceu de novo.

O momento é tão exato.... foda-se quem não acredita.

http://en.wikipedia.org/wiki/Pauli_effect

segunda-feira, 31 de março de 2014

I have to get off this stuff

mcwally
05-04-2008, 13:07
I have to get off this stuff, I have depression and anxieties, in one pill this shit is not only anxiolytic like a benzo but also mood lifting and regulates sleep as its a hypnotic
fk


domingo, 30 de março de 2014

It was over my head.... I know nothing at all


Thanks for the consideration

I always thought my mother was the most depressive person I’ve ever met. Like, top 10 depressive lady in the country. But I have become worse. So much worse. Who would’ve thought?

My mother never self-mutilated, snorted, had stimulants overdoses, never burn herself for the “fun” of it. 

I don’t know how many times she has been rejected, but the lady was married (unhappily married) and had kids. 

I have nothing. Not even a pet. The pets I take care of, are not even mine.

I don’t know if she ever been through this: begging the universe for at least ONE good news. At least one reason to smile and think it’s not so bad.
And receiving SHIT back. More rejection, more pain. How can anyone stand it?

My mother is bad nowadays. Still very depressive, totally dependent on antidepressives that hardly work and alzheimer medication.

So what should I wait for my future?

If when she was 26, her situation wasn’t as bad as mine, and yet, she’s totally fucked up today. How much worse am I gonna be?

If I make it there… of course.
Cause all I can think of… is about a way out.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Mimimi

Quem sempre foi, hoje já não era
Ao invés da farmácia, caminha até à adega

Como perder um homem em 10 dias, pode ser resumido em uma simples lição do tutorial da Nazuza:

- Comece a gostar dele de volta.

Pronto. O interesse dele acabou aí... como no estalar de um dedo... do meio se possível.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Drama of the week

When I met you
I was trying to forget someone
Now I’m worried I’ll ever have to forget you

It’s sadly likely

You’re one of a kind
We’re both rude
But you’re more kind

I’m tough
And you like it rough

She said the way it started will never go no where
But you (…sometimes) seem to care

So I’m playing games, but only because I really like you
Don’t give up on me
I’ll try to make it worth
Though I have failed every other time 

.

sexta-feira, 14 de março de 2014

I got a dirty mind, I got filthy ways

Eu falo de menstruação tranquilamente. De masturbação, de pornografia, putaria no geral. Eu arroto alto e tento arrotar falando. Eu falo de vômito e vomito na sua frente. Eu falo sobre DST's, sobre herpes, candidíase. Posso falar horas sobre todo tipo de distúrbio psiquiátrico, porque gente considerada louca (como eu) são as que mais me interessam. Adoro falar de remédios. Falo de gatos e falo de pintos. Muito. Tamanho, cor. Eu tiro sarro de pinto, tô nem aí. Falo de xana também. Aliás, eu chamo vagina de xana. E eu também falo muito palavrão e quando tô de calça, sento com as pernas abertas. 

Mas eu nunca pensei que fosse o fato de eu tirar sarro do signo de alguém que deixaria a pessoa ofendida.

Primeiro, eu nem acredito tanto assim em signos.
Segundo, o ofendido foi um pisciano que chamei de emotivo.
Terceiro, comecei a acreditar mais em signos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

... é tipo

Fraqueza, drogas
Drogas, coragem
É tipo tourettes
É tipo auto sabotagem

Alta Tensão

eu gosto dos venenos mais lentos
dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes

e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo passar

eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há

e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá

você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.

Bruna Lombardi