sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

AFF

Esses dias joguei meu nome no google e encontrei uma entrevista que dei para a Marie Claire quando tinha 19 anos. Pela foto, o tema poderia muito bem ser OBESIDADE NA ADOLESCÊNCIA, mas era sobre tolerância. Devo confessar que  de 5 anos para cá, me tornei bem menos tolerante, mas enfim...


Uma, petista de carteirinha. A outra, antipetista. No meio do caminho, Lula e a crise na amizade

  'Adoro política e, como todos aqueles que adoram política, adoro debater (nunca falei que isso! fiquei puta quando li! disse que achava um assunto importante, algo assim!). Foi numa dessas que notei uma diferença violenta de visão entre mim e uma de minhas melhores amigas (disse apenas "amiga"). Aconteceu durante a última campanha do Lula à presidência. Discutia com a Stefani e argumentava contra o Lula, meu candidato era o Alckmin. A discussão pegou fogo logo após um debate na televisão. Para provocar, mandei um e-mail falando das gafes do Lula. Coisas bobas, como ele ter agradecido aos 'telespectadores da rádio tal' pela audiência (nunca usei a palavra "bobas" na vida, devo ter dito "boçais"). Ela me respondeu em tom nada amistoso. Virou uma guerra. Apontava os escândalos do governo, ela dizia que todos os governos roubavam. E a coisa foi crescendo a ponto de pararmos de nos falar. Mas não durou porque percebemos que nunca chegaríamos à mesma conclusão e concordamos em discordar: não valia a pena romper uma amizade por causa disso (sit over there, Claudia). Quando a gente acredita muito em alguma coisa, é duro ouvir uma idéia contrária sem se irritar. Só que é nessa hora que você precisa respirar fundo e perceber que respeito está acima de tudo (aham, quem me conhece sabe que é minha cara ter dito esta última frase). E, por mais que discorde dos pontos de vista políticos dela, gosto de seu jeito de defender as idéias.' (NUNCA DISSE ISSO! Falei um monte de merda, sobre cotas, sobre caráter, nada disso entrou na matéria).

Nathália J. Scano, 19 anos, vestibulanda de Economia (na época era um curso gratuito)


Agora, o que eu "tolerava" na época:

Admiro o Lula por todos os seus projetos. Quando a Nathália me enviou o e-mail falando mal dele, respondi que ele pode usar as palavras de maneira errada por não ter tido a oportunidade de estudar -oportunidade que ele dá, agora, a muita gente. Não bastou. Quando estávamos juntas, se eu fizesse alguma coisa errada, ela soltava piadinhas do tipo: 'Só podia ser petista' (até que enfim uma verdade!). Brigamos. Mas, depois, pensamos que era capaz de a gente romper por causa de políticos e assistir a eles se dando as mãos. A Nathália nem me provocou a respeito do 'relaxa e goza' da Marta.'

Stefani Hellen da Silva, 19 anos, universitária do curso de Turismo


 

domingo, 23 de dezembro de 2012

"There is a vitality, a life force, an energy, a quickening that is translated through you into action, and because there is only one of you in all of time, this expression is unique. And if you block it, it will never exist through any other medium and it will be lost. The world will not have it. It is not your business to determine how good it is nor how valuable nor how it compares with other expressions. It is your business to keep it yours clearly and directly, to keep the channel open. You do not even have to believe in yourself or your work. You have to keep yourself open and aware to the urges that motivate you. Keep the channel open. ... No artist is pleased. [There is] no satisfaction whatever at any time. There is only a queer divine dissatisfaction, a blessed unrest that keeps us marching and makes us more alive than the others."  - Martha Graham

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Honey

Esses dias eu me emocionei bastante com a carta da Fiona Apple e acompanhando os tweets da Lele sobre sua cachorrinha que estava partindo.  Ela teve muito apoio e agradeceu os amigos por estarem ao lado dela. Na hora, lembro que pensei "que sorte ela teve de ter amigos assm...". Explico.. quando o Mel Gibson Jr morreu eu fiquei ARRASADA. Triste, deprimida e revoltada.

Tirando uma ou outra exceção, como a Glê, no geral, o que eu recebi foram olhares de desprezo de  pessoas muito próximas, mas que achavam rídiculo a morte de uma animal me afetar tanto. Gente da minha família mesmo, que virava os olhos pra cima quando eu contava sobre a minha tristeza. Além de outros seres, que eu nem conheci, nem sabia da existência, mas que fuçavam na minha rede social (na época orkut), tirando sarro dos meus desabafos sobre a dor que eu sentia.

Mas nada disso me fez questionar uma vez se quer o tamanho do meu amor por aquele serzinho. Na verdade, me fez perceber mais ainda o quanto animais são infinitamente melhores do que humanos.


domingo, 9 de dezembro de 2012

Eu finjo ter paciência...

Mesmo quando tudo pede  um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber ?

A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para, a vida não para não...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?

A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara, a vida não para não...

A vida não para...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pós produção de "Madô"



Peguei este print pra você, Glê
As pessoas adoram acreditar que o mundo é dos espertos, mas independente se você é evangélico, budista, ateu, ou qualquer outra merda, a verdade é que tudo aquilo que você faz, percorre o caminho de volta e te pega pelo rabo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Fiona & Janet

Talvez você já tenha visto isso pela internet, às vezes, até no meu FB, mas quis compartilhar aqui também.


Para quem acredita em amor, para quem não acredita e para quem já sabe o que é.

A cantora Fiona Apple cancelou a sua vinda ao Brasil por causa de sua Pit Bull, que está partindo. Por favor, leiam essa carta. Foi uma das coisas mais lindas que já li e, por isso, traduzi para que todo mundo pudesse conhecer essa história.

"São 18h de sexta-feira, e eu estou escrevendo para poucos milhares de amigos que eu ainda não conheci. Eu estou escrevendo para que eles mudem seus planos ou adiem um pouco mais.

É o seguinte. Eu tenho uma cadela, a Janet, e ela está com um tumor há quase dois anos, que cresce a cada dia muito devagar. Ela tem quase 14 anos agora. Eu a tenho desde que dos 4 meses de idade. Eu tinha 21 na época, uma adulta oficialmente – e ela era minha criança.

Ela é uma Pit Bull que foi encontrada no Echo Park, com uma corda no pescoço e mordidas por todo seu rosto e orelhas. Ela era uma daquelas que os caras de rinha usam para conter a briga. Ela tem quase 14 anos e nunca a vi começar uma briga, morder ou mesmo rosnar, por isso entendi porque ela era usada para esse papel horrível. Ela é uma pacifista.

Janet tem sido o relacionamento mais coerente da minha vida adulta, e isso é um fato. Nós já moramos em inúmeras casas, passamos por diversas famílias, mas realmente somos apenas nós duas. Ela dorme na cama comigo, sua cabeça no meu travesseiro, e aceita minhas lágrimas histéricas em seu peito, com suas patas ao redor de mim todas as vezes que estava de coração partido, de espírito quebrado ou perdido. Com o passar dos anos, ela me deixou fazer o papel de sua filha, e passei a adormecer com o queixo apoiado em sua cabeça. Ela estava sobre o piano enquanto eu compunha minhas canções, latiu todas as vezes que tentei gravar alguma coisa e estava ao meu lado no estúdio todo o tempo que gravei o último álbum.

A última vez que eu voltei de uma turnê, ela estava ágil como sempre. Ela está acostumada pois fico fora por algumas semanas, esta é a nossa rotina há 6 ou 7 anos. Ela tem a Doença de Addison, o que torna perigoso ela viajar, porque ela precisa de injeções regulares de cortisol. Ela reage ao estresse e à excitação sem as ferramentas fisiológicas, diferente de nós. Ela pode entrar em pânico e ser levada à morte. Apesar de tudo isso, é alegre e brincalhona e só parou de atuar como um cachorrinho de cerca de três anos atrás. Ela é a minha melhor amiga, minha mãe, minha filha, minha benfeitora. Ela é a única que me ensinou o que é amor.

Eu não posso ir para a América do Sul. Não agora. Quando eu voltei da última turnê nos Estados Unidos, eu reparei uma enorme diferença. Ela não queria passear mais. E eu sei que ela não está triste por envelhecer ou morrer. Animais tem um instinto de sobrevivência, mas não senso de mortalidade e vaidade. É por isso que são muito mais presentes do que as pessoas.

Mas eu sei que ela está chegando perto do ponto onde ela deixará de ser um cão, para se tornar parte de tudo. Ela vai ficar no vento, no solo, na neve e dentro de mim, aonde quer que eu vá. Eu simplesmente não posso deixá-la agora. Por favor, me entendam. Se eu viajar novamente, tenho medo dela morrer e não ter a honra de cantar para ela dormir nesta hora.

Muitas vezes eu demoro 20 minutos só para me decidir qual meias vou usar pra dormir. Mas essa decisão que tomei foi instantânea. Existem escolhas que tomamos que definem quem somos. E eu não quero ser a mulher que colocou a sua carreira acima do amor e amizade. Eu serei a mulher que ficará em casa e cozinhará para minha mais querida e antiga amiga. E ajudarei ela a partir confortável, segura e com a devida importância.

Muitos de nós hoje em dia tememos a morte de um ente querido. É a verdade nua e crua da vida, que faz com que a gente se sinta com medo e sozinho. Mas eu gostaria que também pudéssemos aproveitar o tempo que vem antes do fim. Eu sei que vou sentir o conhecimento mais profundo dela, da sua vida, do meu amor por ela nos últimos momentos. E eu preciso fazer de tudo para estar lá. Porque quando ela se for, vai ser a mais linda, mais intensa, a experiência mais enriquecedora da vida que eu já conheci. Quando ela se for...

Então, eu vou ficar em casa, e eu estou agora ouvindo-a rosnar e bufar, e divertindo-se. Estou pedindo a benção de vocês.

Estarei com todos.
Com Amor,
Fiona"

Então né

Eu ia comentar que tenho postado pouco aqui, mas porra, eu tenho twitter, facebook, instagram e tumblr. Na verdade, não sei como acho tempo, ou melhor né, assunto pra isso aqui.

Anyway...

Vi este vídeo que traduz muito do que eu faço no meu quarto quando tô sozinha  e achei que seria interessante



Achou que a menina estaria siriricando, né?

*Do verbo siriricar = eu sirico, tu siriricas, ele siririca, nós siriricamos, vós siriricais, eles siriricam.