domingo, 19 de setembro de 2010

Calopsita

Acordei na ultima quarta-feira com as vozes da minha mãe, irmã e sobrinho, discutindo sobre o que iriam fazer quanto a uma calopsita. Turns out, que minha mãe havia a encontrado assustada no quintal e trouxe pra casa. Minha irmã acabou indo comprar uma gaiola, água e ração. Algumas pessoas lá em casa até quiseram ficar com ela, mas isso jamais aconteceria comigo morando lá. Eu sou quase que violentamente contra animais engaiolados. Eu acho absurdo o egoísmo do ser humano de trancar um pássaro numa gaiola, priva-lo do seu dom maior que é voar e obrigá-lo a viver encarando uma parede, pelo simples fato de achar "bonitinho" e querer observá-lo, como se fosse um quadro, um objeto sem vida. Egoísmo é pouco.
Passei o dia ligando pro Ibama, Polícia Ambiental, Parque Ecológico e por aí vai. No final, descobri que nenhum deles podiam me ajudar por vários motivos. Alguns deles são o fato da calopsita não ser uma ave brasileira e considerada exótica. Ainda assim, é legalizado o comércio, hoje em dia, ela é vendida como qualquer outro animal de estimação. Justamente por ela não ser da fauna brasileira, não pode ser solta aqui, a memória biológica dela é da Australia. Aqui ela não teria instintos pra sobreviver e se tornaria presa fácil.
Então o que fazer?
Eu já estava pensando em criar um viveiro na minha casa, quando minha irmã entrou em contato com o S.O.S. Fauna, que me passou o contato de uma moça, que tem um sitio com um viveiro enorme e bem cuidado, com várias aves, dentre elas, outras calopsitas. Entrei em contato com ela, que foi muito gentil e me explicou tudo isso que contei sobre as calopsitas no Brasil. Ela levou nossa amiguinha linda (realmente, é um animal cativante, lindo demais) e vai me mandar fotos do momento em que liberar ela no viveiro (ai posto aqui).
Lá tem cachoeira, comida orgânica e outras aves pra fazer companhia.
Espero que ela seja muito feliz.

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